12.9.09

Sem nenhuma dignidade mágica eu peço:

Me deixa esconder embaixo das tuas asinhas?

Me deixa ficar aqui quieta até passar a tempestade do tempo confuso.

Sem nenhum brilho grande, sem grandeza grande eu peço.

E por menor que seja meu movimento de esconder embaixo das tuas asas, tem ele a grandeza do medo, a grandeza do coberto na chuva.
A grandeza do tempo presente, de tão grande que é, tão grande que é, acaba assim ó.

A grandeza do amor imperfeito.
Perfeito que é.

3 comentários:

Anônimo disse...

Stella stellinha porta e camapainha bibi!!!

Anônimo disse...

Nova tentativa de escrever
mas fazer nada consigo
e tudo sempre em tom evocativo
penso sempre em "ó isso"
"ó aquilo"

recaio sempre em meu tom decadente
de onde não se extrai verso sequer
não sai sentimento nem rima
nada mais que um amontoado de letras
que não dizem nada, que não falam de nada
só exprime o vazio

segue a maldição dos dias
profunda dor acomete ao leito
o corpo agoniza, estremece
será que um dia sairei daqui?

os sóis se vão, as luas amanhecem
nada me aquece, só o sonho no impossível
impossível viver, impossível vencer
impossível não ser quem não é
os meios mudam, as idéias florecem
as abelhas se alimentam
e dali nada cresce, seca, murcha

primavera gentil
olhe pro teu filho
dê o calor que merece
tire o sonho do horizonte
escreva em belas tiras de papel
e envie de presente pra quem as coma
ou a quem as pode comer

A vida dá os dentres e pode também tirá-los
mas não pode-se exigir que mastigue
àqueles que na boca nunca se viu dente

A flor da vida é a prórpia vida
pare de chorar, é hora de "cair pra dentro".

Rogério disse...

Adorei!